To bite or not to bite
Conversando com ele ontem, saiu o assunto de sociabilidade.
Ele acha que ninguém é excluído, que é uma escolha que a gente faz. Hum, talvez, mas eu não sei se isso se aplica a dois anos de ensino fundamental no Paroquial. Se bem que foda-se o Paroquial etc néam?
Paroquial é o nome pré-histórico pra escola onde eu estudei a 7a e a 8a série, os dois piores anos da minha vida escolar, ganhando *inclusive* da faculdade… um mito, uma lenda, uma merda.
O caso é que no ponto de vista dele, a gente é que escolhe se quer se excluir do ambiente ou não.
Tipo na aula de francês. No ônibus de ida ou de volta eu só não arranco cabeças a dentada porque tenho nojo das pessoas. E como é que no meio tempo disso eu me dou bem com todo mundo?
No mínimo, as escolhas que eu faço. Eu escolho odiar dividir meu espaço pessoal com as pessoas do ônibus, eu escolho fazer disso um incômodo (mp3 tem ajudado um pouco). E no francês eu escolho ser pop.
Assim como no inglês eu escolho ser a antipática, porque ninguém merece fazer o social com aqueles moleques insuportáveis. Eu já comentei que a cabeça deles, todos os três, é desproporcional né? Não dá, cara. Não dá pra misturar com um povo que acha que o conceito de faculdade é passar a noite bebendo no posto de gasolina.
Ser antipática com esse tipinho de gente é uma escolha. Bem saudável se alguém me perguntar.