Arquivos de 19 de Maio de 2007

Aprendendo com a molecada

É incrível, mas os grandes estúdios têm muito o que aprender com a molecada que disponibiliza seriados na Internet.

Em 48 horas (e às vezes menos) você tem acesso a um episódio com uma boa qualidade de áudio e vídeo e com uma legenda, na grande maioria dos casos, perfeita. Inclusive porque ninguém se prende à hipocrisia na hora da tradução.

A primeira temporada de House foi uma grande decepção em DVD. Você gasta 90 reais numa coisa que poderia ser melhor e de graça com um pouco de paciência pra baixar tudo de novo em avi e passar pra DVD.

Mas o fato é que a qualidade do original é ridícula. O som fica oscilando, entre vozes muito baixas em inglês ou muito altas em português. Não vou discutir a dublagem ok? E em exatos 10 minutos do primeiro episódio eu já achei cinco erros na legenda.

Um negócio que custa 90 reais não tem o direito de ser tão cagado.

Como é que essas distribuidoras esperam ter moral pra combater a pirataria? Pra apontar o dedo no nosso nariz e dizer “vocês estão errados!”, se existe toda uma equipe de pré adolescentes que fazem, de graça, o trabalho que os grandões da indústria deveriam estar tomando conta.

Até a embalagem é uma merda. O meu DVD não tem essa embalagem da foto não: são duas caixas comuns, uma com dois discos e a outra com quatro discos entupidos dentro. Dá um cagaço desgraçado pra tirar um DVD, com medo de rachá-lo no meio.

É uma pena, mesmo, saber que se eu quiser prestigiar e ter pra sempre uma das minhas séries preferidas *ever* vou ter que passar tanta raiva com serviço caro e mal feito.

Eu tô pensando muito, mas muito seriamente em usar meus direitos de consumidora lesada de simplesmente devolver o DVD num prazo de sete dias porque achei uma merda.

Foteenhas

Clica que cresce.

   

A coruja que eu comprei no Higienópolis.

A caneca brega de zebra que eu transformei em porta-canetas pra combinar com a lava-lamp, anos 70 e talz.

 

   

Lava-lamp XD *adoro*

Agora os espelhos do meu quarto são brancos, porque eu não achei de madeira em lugar nenhum. Detalhe para toda uma fotochopagem pra esconder parte da tinta. A borrada não é culpa minha ok? Sem necessidade de ampliar a foto.

 

   

Meias: o celular azulzinho velho de guerra com uma meinha e meia com borrachinha, pra usar em casa. Adoro.

 

Não sabia que o Submarino fazia entregas aos sábados. Toda uma intimidade com o entregador/vizinho, no sentido de que ele soca o dedo da campainha e eu debocho. Kika *heart* Submarino.

 

Minha prateleira. Tá linda. Desocupei espaço no armário, então as canecas estão lá dentro. Tá bem diferente agora.

Tags:

CDF

Duas da tarde.

Eu tenho aula de inglês às três.

Meu ônibus passa às 15h20.

E eu tô de pijama.

Porque está chovendo.

E eu tô com preguiça.

A escola é longe. Bem longe.

E minha mãe falou “se você nunca pensa em faltar e hoje não está com vontade de ir, alguma coisa tem, melhor ficar em casa”.

Uma mãe que estimula a filha a matar aula.

Provavelmente ela acha que, se eu for, rola um risco de cair uma girafa cor de rosa na cabeça da filhinha dela.

Também, o que eu posso perder? Uma hora e meia na presença de três boyzinhos insuportáveis com a cabeça ou muito grande ou muito pequena?

Vou poupar meu senso estético disso, ficando em casa, comendo chocolate amargo com menta (odeio chocolate amargo, fato, mas não vou jogar fora).

CDF matando aula é peso na consciência na certa.

Por isso vou blogar mais um pouco pra ver se passa.

Melancia

Dos livros da Marian Keyes publicados no Brasil, Melancia era o último que faltava pra eu ler. Ainda não tenho o Férias*, que eu li na biblioteca municipal**.

Bom, é o livro mais famoso dela né? Por isso eu não conseguia entender como ele era tão chato no primeiro terço. Chato mesmo, a protagonista só reclama da infelicidade de ter sido largada pelo marido ainda na maternidade (não é spoiler, isso tá na orelha do livro, embora algumas pessoas - às vezes eu - não leiam orelhas).

Enfim, enquanto a próxima leva do Submarino não chegava eu precisava terminar o livro, até pra colocá-lo na prateleira. E não é que chegou uma hora em que a coisa ficou boa de verdade?

Claro, é tudo muito previsível. Mas em termos de cena de pegação, é o melhor livro de todos. Pena que, se a gente pensar que eu li fora da ordem, as cenas de pegação foram na verdade ficando mais fracas a cada livro.

Pena que o o final deu uma esfriadinha. Quer dizer, mesmo assim eu li uns 60% do livro em uma noite. Hellow, Marian Keyes minha gente… 60% de um livro dela significa que eu comecei às 22h e terminei quase às 3h.

Mas valeu. Os finais da autora são sempre os mesmos: a vida da pessoa volta ao normal e não vale mais a pena virar história. Eu achei forçadinho, mas gostei, valeu a pena.

Quando sai o próximo livro dela no Brasil mesmo?

* Férias tá pra virar filme, provavelmente com a Zeta-Jones no papel principal. Adoro ela, acho ela a cara da Rachel, mas a protagonista não era mais… nova?

** Bibliotecas não são pra mim. Quantas pessoas já andaram com o livro pra baixo e pra cima, fazendo sabe-se lá o que com ele? Minha primeira e última experiência com livros públicos foi bem desagradável, porque o livro era encardido e ensebado, e eu sou a pessoa que gosta de ler na cama, em cima do travesseiro. Não nasci pra ter nojo de livro.

Paulista Futebol Clube

Quando eu fui ao Pacaembu assistir um jogo do Paulista, lembro de ter olhado no letreiro as iniciais do time, PFC, e pensado “ainda bem que nenhum cabeçudo resolveu usar PAU pra identificar o time”.

Aparentemente o povo do Terra ainda não percebeu que, além de só eles chamarem o Paulista de PAU, é feio bagarái. Tipo, quase literalmente.

(vou me abster de comentar o jogo de hoje, porque os jogos do Paulista são sempre muito previsíveis, especialmente em casa contra o maior rival: começa bem, marca 2 ou 3 gols, e no segundo tempo deixa empatar - às vezes até deixa o adversário virar nos acréscimos. esse é o meu time. série c, ano que vem é nóis.)