Dinheiro, pra que dinheiro
Ultimamente eu ando mais recusando trabalho do que trabalhando.
Não que eu esteja com a burra cheia de dinheiro e não precise mais de l’argent. Muito pelo contrário. Você só aprende a sentir o cheiro de um enrosco de longe.
Eu não vou negar, quando aparece gente megalomaníaca inventando mil e uma coisas eu já descarto. Não tenho mais saco. Geralmente a imaginação é proporcionalmente inversa ao dinheiro. Não dou muita trela, e muito menos tento simplificar o projeto. Não adianta virar pro cara e dizer “tá, você espera pagar 500 reais, vou te fazer um site de 500 reais”. Na teoria é lindo isso, mas depois de detalhezinho em detalhezinho você fez um portal de 2 pilas por um quarto do terço e quatro vezes mais dor de cabeça.
Tô afim não.
Mas divertido mesmo é ex cliente folgado, que acha que, seis meses depois, dar ares de Dia das Mães ao site ainda é parte da construção. Nesses casos a melhor maneira de ficar livre e falar em números. “Claro, fica em R$ X”. A pessoa desaparece.