São Paulo me odeia
(a.k.a. “Consumismo”)
São Paulo me odeia.
Minhas últimas compras lá têm sido um fiasco total.
Sábado comprei um cabo USB que eu não precisava, um headset que eu achei pela metade do preço depois, um MP3 tão meia boca que merece um post só pra ele e um chuveiro (?) que não esquenta a porcaria da água. Sem falar no mate com leite, que foi o pior que eu já tomei (o melhor? no Rei do Mate da São Bento).
Hoje acabei comprando um chaveirinho da Betty Boop horrível (repaginaram a Betty Boop com roupas modernas, nada de cinta liga na coxa e vestidinho vermelho), uma bolsa horrorosa (a cor da moda é marrom-sujeira, e eu só queria uma bolsinha preta) e um guarda-chuva.
Aí você me pergunta por quê eu gastei 8 reais numa coisa que eu odeio.
É que no sábado eu vi várias pessoas com guarda-chuvas de bolsinha em São Paulo. Aparentemente é muito prático de carregar. Comentei com a minha vó, que imediatamente encomendou o dela. Nisso minha tia também quis e quando eu fui comprar, acabei pegando um pink pra mim.
Porque não bastava comprar uma coisa que eu não uso, eu tinha que comprar exatamente na mesma cor da coisa que eu não uso que eu já tenho em casa. Podia ter comprado um azul calcinha, verde senhorinha ou até fuçado por um preto japão. Mas nããããão. Pink.
Tenho até medo de abrir a pilha recarregável que eu comprei no camelô a baixo custo.
Porta-CD de sapinho a R$ 1. Não voltei pegar.
Fichário do Snoopy em *Paris*. Não tinha zíper. O que raios eu faria com um fichário que não dê pra socar meus livros e blocos dentro pra não ficar caindo tudo? Não podia ser de zíper pra eu ir toda poder pro francês?
E no fim o que eu queria mesmo era uma carteira e um porta moedas novos combinando, e uma bolsinha bonitinha.
Agora admite: este post mudou a sua vida, hein?