Se existe um lugar onde eu me sinto desconfortável é em salão de cabeleireiro. Não sei como tem gente que gosta, que tá lá uma vez por mês aos sábados marcando presença.
Pra começar, eu sempre lavo o cabelo antes de sair de casa. Tiro por mim: se eu já não gostaria de lavar o cabelo de outra pessoa, imagina lavar um cabelo sujo.
Aí o cabeleireiro te coloca lá, de frente praquele espelho gigante, embaixo daquela luz que não favorece. Completa a cena dantesca com aquela capa que prende o pescoço e dobra o tamanho do seu queixo duplo (se você não tem um, aposto que nessas horas ele aparece).
Mas o pior de tudo, pra mim, é o silêncio constrangedor. Eu falo pra caralho, eu faço flood pra caralho, mas simplesmente não rola de conversar com o cabeleireiro!
- E aí, trabalhando?
- É, tô lá na [insira aqui o nome da firrrma, mas aí eu lembro que a firrrma tem uns cargos meio degradantes e é por isso que eu não assumo publicamente onde eu trabalho (por isso e porque rola tanta loucura lá dentro que ninguém acreditaria mesmo) então eu já completo a frase]. Sou o suporte de informática lá.
- Ah é, você gosta de computador né.
- É.
Não flui. Simplesmente não flui. O coitado do cabeleireiro até tentou engatar um papo lá, mas era sobre produtos da Avon. E produtos da Avon, o que não me dá alergia, empola toda minha pele.
Tudo isso pra que? Pra sair do salão com aquele cabelão matador. Ok, metade do meu cabelo ficou pra trás, mas o que restou saiu soltinho, brilhante e fantástico. Nada que uma noite de travesseiro não faça voltar ao normal. Só que agora com metade do comprimento, o que inviabiliza minha heróica trança matinal.
Sério né. Como pode ter gente que gosta disso?
Uma das minhas 101 metas (um #FAIL tão grande que nem dá vontade de blogar sobre, apesar de eu ter cumprido coisas bem legais tipo, em maio) era dar um jeito de largar mão de ser mesária. Já falei disso aqui e fiz um guia muito explicativo aqui.
Mas nas duas eleições anteriores eu era freelancer. Tirar dois dias de folga era absolutamente inútil e eu estava ali perdendo o domingo, o único dia da seman em que um freelancer pode dormir durante o dia sem peso na consciência.
Só que em 2010 tudo mudou. A vida é bela e a felicidade até que existe. Mentira, eu só arrumei um emprego temporário. E aí os dois dias de folga pra cada dia trabalhado na eleição finalmente fazem sentido. E tem a reunião pra gente ir lá e ver como funciona e pans. E putz, a reunião também dá dois dias de folga!
Quer dizer né. A gente atravessa a rua, participa de uma reuniãozinha chumbrega, corre o risco de conhecer um nerd alto branquelo de óculos e na volta ainda dá uma passadinha na loja de cosméticos preferida que fica ali do lado, só pra fazer uma horinha.
Não é mágico, amiguinhos?
Quer dizer, supondo que eu permaneça no meu emprego até setembro/outubro. Mas eu me apeguei no salário e na localização né.
Diálogos no Twitter:
kikaluthor Adoro conversar com a minha mãe pq ela define o problema dos outros de maneira curta e grossa.
ana_iris @kikaluthor Minha mãe faz isso também. Pra ela, é tudo “frescura”.
kikaluthor @ana_iris Ééééé. Pra minha tudo é vadiagem…
ana_iris @kikaluthor A sabedoria das nossas mães é objetiva demais pra elas escreverem livros de auto-ajuda e ganharem rios de dinheiro. *Sigh*
kikaluthor @ana_iris E olha que minha mãe é materialista e é super a favor de ganhar dinheiro!
Amedyr @ana_iris @kikaluthor ai que baita inveja de mães que conseguem enxergar alguma coisa como frescura!
kikaluthor @Amedyr A sua não?
Amedyr @kikaluthor Minha mãe é a mais total e completa DRAMA QUEEN dos infernos.
ana_iris @Amedyr Minha mãe diria que é frescura. Já a mãe da @kikaluthor diria que é vadiagem.
*solo de bateria*
* * *
Eu não esqueci que eu tenho esse blog aqui não. E muito menos ele pode ser definido como “o blog de filmes da Kika”. Pelamor, esse é e sempre vai ser meu blog diarinho. Só que a blog-diarice ultimamente envolve meu emprego, que envolve 8h diárias de convivência forçada, que envolve a Kika dando bandeira de algumas coisas da sua vida online, que envolve dar todo um material pra stalker trabalhar. Tá, nem todo mundo tem pós-graduação na arte de descobrir pessoas online mesmo que elas usem orkut fake, mas não custa ser cuidadosa.
Além disso os melhores posts sempre brotam na minha cabeça à noite, quando eu já coloquei a cabeça no travesseiro. Eu sempre imaginei que um notebook fosse o padroeiro dos posts legais, mas a preguiça de levantar da cama pra pegar o notebook impera. Então os posts legais que poderiam ser publicados aqui vão embora com uma noite de sono.
C’est la vie.
Aí como eu ia assistir Alice no domingo, resolvi assistir antes Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland, 1951), a animação da Disney.
Claro que não existe animação clássica da Disney que seja ruim, é sempre tudo muito lindo. Mas desenhinho chato hein? Achei a Alice bem entojadinha, e quase dormi umas duas ou três vezes.
Se dependesse da Disney, eu jamais teria ido ao cinema no domingo.
tags: Alice in Wonderland, Alice no País das Maravilhas
Já tem uma semana que eu assisti esse filme, mas como já são três filmes acumulados sem blogar de lá pra cá (e eu tenho coisas realmente importantes pra fazer e blogar é minha forma preferida de procrastinação), vamos ao post.
Minhas Adoráveis Ex-Namoradas (Ghosts of Girlfriends Past, 2010) é muito chato. Eu não vejo um pingo de graça no Matthew McConaughey, e a Jennifer Garner é muito esquisita. Se o casal principal do filme não funciona, vai funcionar o que?
Ele é um fotógrafo mulherengo (surrealmente mulherengo) que viaja pro casamento do irmão, que é na antiga mansão do tio garanhão que criou os dois. Então o fantasma do tio aparece e avisa pra ele parar com a galinhagem. E aparecem os três fantasmas dos natais relacionamentos no passado, no presente e no futuro. E quem tá organizando o casamento é a uma das ex-namoradas dele, que foi a melhor amiga de infância mas que ele sacaneou quando cresceu. E no final (sim eu vou contar o final, vá assistir outra coisa) magicamente ele vira um cara sério disposto a namorar uma pessoa só. É ridículo. É meio “estou tão cansada e não tenho mais nada pra assistir, então vou continuar deitada aqui enquanto o filme não acaba”.
tags: Ghosts of Girlfriends Past, Minhas Adoráveis Ex-Namoradas